RETORNOU AO GRANDE ACAMPAMENTO neste dia 26 de outubro de 2026, aos 92 anos de idade, o icónico chefe LUCIO DE MIRANDA LIMA, tendo se doado por 67 anos ao movimento.
Nascido em 01/01/1933 no Rio de Janeiro perdeu o pai aos 10 anos de idade. Entrou no escotismo com 14 (quatorze) anos quando foi na sede da Federação Brasileira de Escoteiros do Mar na Praça Marechal Âncora procurar a reunião do 10º Grupo de Escoteiros do Mar sob os cuidados do chefe Gelmirez de Mello com quem aprendeu a velejar e fez diversas atividades na Ilha de Brocoió, Paquetá, Saco do Pinhão, Ilha do Raimundo e outros. Na sua época faziam o “Cruzeiro da Semana Santa” onde passavam cada dia velejando para um ponto diferente. Chegou a 2ª Classe como escoteiro e sênior. Da sua turma de escoteiros diversos se tornaram policiais famosos como Lucio Figueiredo, Gevaer, Ravache, Sivuca etc. Teve ainda parentes no grupo como o tio “Soda” e o primo, o “sodinha”, que participaram do grupo com ele, na época que a sede já tinha sido transferida para a Base Naval no Porto de Maria Angu, ocasião em que tinham que atravessar os barcos na mão, pela rua, e era comum irem durante a semana fora do horário de aula para velejar na Base. Saiu do 10º na época de ingressar na universidade e cursou Direito na Faculdade Nacional de Direito (hoje UFJ) no campo de Santana (R Moncorvo Filho) de 1959 a 1964.
Ch Lúcio, em 1976, como Comissário Distrital participando da entrega de distintivo de Escoteiro da Pátria no 123ºGEMar.
Se casou em 1959 com Lygia Maria Cagnin de Miranda Lima e teve dois filhos, o mais velho Eduardo e a mais nova Letícia. Seu filho, Eduardo, lia os livros escoteiros do pai e por vontade própria se tornou um escoteiro no 2º Grupo Escoteiro São João Batista da Lagoa, que era sediado à época na Paróquia da Imaculada Conceição. Em 1970 foi convidado para assumir como chefe de tropa, tendo em vista ser um antigo escoteiro. Assumiu a função e mergulhou de cabeça começando a fazer cursos na Região Escoteira do Rio de Janeiro e passando a ter contato com grandes chefes chegando a Insígnia de Madeira. Foi diretor de diversos Cursos no Rio de Janeiro em especial no Sul Fluminense, onde nenhum formador da metrópole costumava se deslocar. Fez um Curso de Formação de Dirigentes nível nacional, ministrado por Roseana e Igor Kipman.
em 2002, com seu ex escoteiro Túlio, quando da fundação do 110ºGEMar em Maricá.
Atuou como delegado pelo Rio de Janeiro participando de diversas Assembleias e Congressos Nacionais, Ajuris Regionais do RJ colaborando na estrutura dos eventos. Coordenou um Ajuri Regional em Campo Grande. Cumpriu diversas funções regionais como administrativo, comissão de ética etc. Era chefe de tropa quando aconteceu a inauguração do Campo Escola de Magé, evento que ocorreu com muita chuva. Como Comissário Distrital da Zona Sul – função que ocupou em diversas oportunidades – a pedido do Coronel do Clube Militar, fundou o 82ºGE Marechal Castelo Branco, com remanescentes do GE Faustino Esposel (ex. GEMAR do CR Flamengo).
A frente do 02ºGE S. J. B. Lagoa conduziu o grupo por um longo período em que não teve uma sede fixa, períodos em que os materiais ficavam guardados na casa dos chefes e estando em diversos locais como o Instituo de Surdos e Mudos – INES – (em laranjeiras), Colégio Acadêmico (Humaitá), um outro colégio na Rua Bambina (botafogo) e outros, até chegar na Escola Municipal Joaquim Nabuco onde permaneceu por cerca de 30 anos. Nesta ocasião da estabilidade de sede, depois de permanecer um tempo ainda a frente do grupo, “passou o bastão” para uma geração mais nova de chefes formados por ele como Renato e Alexandre Pimenta, Moisés Frutuoso e André Gustavo Sá. Daí pra frente, acompanha sempre as notícias, servindo de conselheiro para seus ex-escoteiros e participava das atividades do círculo de antigos escoteiros da Região do Rio de Janeiro, os “griots”.
Foto feita em 2017, matéria do jornal O GLOBO, quando das comemorações pelo centenário do 02ºGE Lagoa.
Nunca se importou com condecorações e passava sempre a mensagem que o importante é fazer o correto, ser honesto, ter caráter reto, se doar corretamente ao serviço do escotismo com firmeza e a dedicação que as crianças e o grupo merecem. Somando 67 anos de boas atividades escoteiras tendo sido jovem no 10ºGEMAR e adulto no 02ºGE, recebeu homenagens em medalhas de Bons Serviços e Gratidão. Declarou em depoimento no CCME que em seu coração estavam fortemente seus dois filhos, e nas melhores lebranças escoteiras seus ex escoteiros, muitos que adultos retornavam ao grupo para agradecer e manter a amizade.


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