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OS JOVENS DE INICIATIVA SUMIRAM?

Uma das qualidades que mais se admira em um jovem é ele ter ações iniciadas por si mesmo enquanto descobre a vida e consolida conhecimentos. Cumprir pequenas tarefas, abordar determinadas situações e ter uma postura de vida que está sempre buscando algo à sua frente. Alguns chamam de “protagonismo”. Outros chamam de liderança instintiva ou estimulada. Chamam até de “curiosidade”. O sentido é o mesmo pois se trata de alguém que está sempre criando oportunidades, empreitando por si mesmo ou estimulado por pequenos direcionamentos emanados pelos outros.

No livro “O caminho para o sucesso” BP aponta para os jovens pioneiros que REMEM A SUA PRÓPRIA CANOA. No livro “Escotismo para Rapazes” ele diz que o escoteiro não é um bonzinho passivo, mas que ele é ativo para praticar o bem. Em diversas literaturas de BP e manuais escoteiros mundo à fora, se agrega o ensino das técnicas úteis, posturas e atitudes, grandes exemplos religiosos e de coragens históricas impulsionados pelo ato de agir, tomar a frente e até mesmo o próprio significado da palavra ‘escoteiro’, ir à frente sendo um “batedor”.

Mas o que está acontecendo que os jovens estão chegando até nós no escotismo tão cheios de falta de iniciativa, falta de vontade e falta de reação aos estímulos? Eles chegam às vezes tão desorganizados ou não compreendem itens básicos como o próprio vocabulário social, noções simples de valores elementares do ser humano, do que é correto ou errado, de condutas e percepções da vida. Ou, eles falam em protagonismo e projetos, participam de seminários e eventos sobre isso, mas na pratica não arregaçam as mangas para as ações e preferem sentar-se à sombra com um joguinho qualquer, ou mesmo sem fazer nada.

O que os especialistas falam que essa época (infância e adolescência) costumava gerar as lembranças mais felizes da vida. Mas hoje a juventude está cercada por níveis crescentes de desfuncionalidade, ansiedade, depressão, solidão, sentimentos de desesperança, infelicidade, desespero coletivo, ódio, percepção ruim sobre seus familiares e antepassados, percepção que existem classes que dividem as pessoas ferozmente extinguindo oportunidades de diálogo e reposicionamento. A relação de estímulos negativos paira sob a juventude e não tem fim.

A realidade do que está acontecendo se trata de uma conjunção de situações externas que faz com que eles cheguem ao escotismo dessa forma. São o despreparo dos pais, responsáveis e parentes para educar além da falta de tempo para fazer; o excesso de temas pouco relevantes, provas e trabalhos para casa na grade curricular escolar; a falta de estímulo a sonhos, metas e desejo sadio por conquistas; a exposição descontrolada às redes sociais, filmes, desenhos e telas que passam mensagens imprevisíveis e muitas vezes contrárias ao que nós adultos conhecemos; a falta de religião, compreensão da verdade e de preparo espiritual para enfrentar a vida; a falta de atividades e vivências extracurriculares; a falta de responsabilidades domésticas e laços familiares consistentes; ao declínio da pratica de esportes e da educação física e todo um contexto de sociabilidade presencial; e finalmente à insegurança pública, digital e financeira.

Se pararmos para pensar o quadro de voluntários está também cada vez mais escasso. As pessoas não podem disponibilizar tanto de seu tempo livre porque precisam trabalhar cada vez mais e possuem menos estabilidade financeira. Muitos adultos, seguem estudando buscando a tal estabilidade em fases da vida que já teriam sossegado. Soma-se isso a dificuldade de encontrar áreas públicas para a prática do escotismo o que se desdobra em trabalhosas ações para buscar bons e seguros locais. Os sistemas de cadastros, pagamentos, autenticações etc, tudo soma mais e mais pequenas ações que estressam e deixam os voluntários com menos tempo e disposição. Fora as brigas ideológicas e políticas que vão afastando amigos e parceiros, criando fossos e encrencas sem nenhuma racionalidade.

Vamos lembrar que ressalvada a distância das épocas de quando o escotismo foi criado, o quadro era similar e não era muito bom para a juventude. Eram passados duzentos anos da primeira fase da revolução industrial (máquina a vapor e produção têxtil), cem da segunda fase (petróleo, eletricidade, aço e comunicações) iniciando a terceira fase (computação, robótica biotecnologia e telecomunicações avançadas) que se potencializou no pós-guerra e que agora estamos vivendo. Então se naquele início de século BP e os demais líderes de sua época assistiam a juventude abandonada nas ruas, sem a assistência dos adultos mais próximos porque estavam lidando com a aglutinação de pessoas nos centros urbanos somados a rotina exaustiva de trabalho, que no final das contas reflete em pouco tempo disponível para acompanhar e viver com a juventude. Hoje possuímos outros ingredientes que tornam o momento com outras peculiaridades. A diferença é que naquela época existiam instituições e pessoas preocupadas, e disponíveis, para educar essa juventude.

O quadro hoje é parecido no sentido de que os pais e responsáveis não tem tempo para conviver e permitem que as telas ocupem o tempo das crianças e adolescentes, e estes acabam ensinando “coisas” imprevisíveis como palavras e compreensões desconexas, valores extremamente diferentes e até valores que confrontam seus familiares criando um abismo de diálogo. Piora tudo observando que as instituições religiosas e escolares que outrora eram apoio familiar principalmente aos desvalidos, hoje são desprezadas e repelidas pela juventude que vem sendo estimulada a sentir isso, muitas vezes, na maioria, por falácias e mentiras propositais para criar o afastamento. O mero assistencialismo também substituiu o genuíno sentimento religioso de amor ao próximo e a pratica desportiva não puxa para a melhora do indivíduo através da superação, mas para uma visão meramente econômica e midiática. E o que dizer sobre a indução repetitiva de que seus antepassados eram pessoas más, independentemente de qualquer fator temporal ou necessidades de sua época, meramente porque é o discurso do racha polarizador que visa segmentar e desumanizar o próximo.

Como há pouco mais de cem anos atrás os desafios que pavimentaram os caminhos do escotismo para que ele fosse um vetor de equilíbrio, de amizade, de felicidade, de instrução útil e uma série de predicados que proporcionaram crescimento sadio para crianças e jovens de todos os continentes continuam perpassando pela dedicação de bons adultos, que precisam ser estimados pela sociedade por cumprirem função social tão nobre e terem suas ações facilitadas para que o trabalho seja cada vez menos difícil diante das suas realidades. Os adultos por sua vez precisam estar centrados, criar regras e rotinas, reflexões, orações, aprendizados, destinar tempos para a vivência com a natureza, investir na boa apresentação dos seus uniformes e repelir toda e qualquer banalização dos símbolos e significados tão nobres que acompanham o escotismo desde seu início.

Porque o que já deu certo sempre dará certo se aplicado com empenho, amor e metodologia. O grupo escoteiro precisa posicionar-se como força educadora, contra as mazelas que estão formando nossos jovens fracos, difíceis, com baixo intelecto, e com noções distorcidas da realidade. Eles precisam ser levados novamente ao campo e às experiências reais como pegar um ônibus, fazer uma longa caminhada, preparar uma barraca, pegar chuva, limpar a sua sede e o armário da patrulha, perder e vencer nos jogos e atividades, concertar uma bicicleta, lutar para fazer a sua promessa e conquistar as insígnias (e não ganhar antecipadamente) que nos comunicam aquele esforço realizado. E tudo isso também possui uma necessidade de ensino estético visual e auditivo pois a distorção que faz coisas horríveis e ruins parecerem boas e bonitas também chegou a nós. Deixamos de cantar belíssimas e motivantes canções, de usar uniforme, distintivos, bastões e bandeirolas com orgulho ou valorizar quem se destaca positivamente. Vá e aplique um torneio inter-patrulhas, ensine uma música com significado inspirador, planeje uma viagem paga através de uma suada campanha financeira, cobre com o exemplo a religiosidade do seu jovem.

Como disse BP no ‘Guia do Chefe Escoteiro’, um Chefe deve observar as carências dos jovens (comportamento, educação, destreza, percepção da realidade, medos, coragem etc) e buscar oferecer ambientes, meios e ferramentas para que ele possa melhorar, se desenvolver. Esse continuará sendo o nosso caminho, por mais difícil que se torne, sempre tendo a natureza por sala de aula, a patrulha por laboratório de habilidades sociais e o Grupo Escoteiro como ambiente sadio de boas influências. Seja o exemplo e proporcione o escotismo em sua íntegra sem se preocupar com os modismos que vão e vem para atrair a atenção e conduzir a massa.

Andre Torricelli é Presidente do Centro Cultural do Movimento Escoteiro, chefe de Tropa no grupo 123ºGEMar-RJ e membro do movimento desde 1992.

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