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	<title>CCME : Centro Cultural da Memória Escoteira</title>
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	<description>Resgatar, preservar e contribuir para o desenvolvimento da memória e da cultura escoteira do Brasil</description>
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		<title>Grande Jogo Regional 2011</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 05:08:46 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Dia 15 de maio acontecerá o Grande Jogo Regional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 15 de maio acontecerá o Grande Jogo Regional.</p>
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		<title>Lino Augusto Schiefferdecker</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 13:00:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O próprio Lino contou em determinada ocasião: “ &#8211; Ingressei no Escotismo com 8 anos. Eu cruzava os campos do Parque da SOGIPA (Sociedade de Ginástica de Porto Alegre) nos domingos de 1934 pela manhã cedo para ir à missa na Igreja S.João e encontrava escoteiros saindo das barracas, acendendo o fogo, fazendo café, assando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O<a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/10/lino-augusto-schiefferdecker.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-77" title="lino-augusto-schiefferdecker" src="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/10/lino-augusto-schiefferdecker-221x300.jpg" alt="" width="221" height="300" /></a> próprio Lino contou em determinada ocasião:  “ &#8211; Ingressei no Escotismo com 8 anos. Eu cruzava os campos do Parque da SOGIPA (Sociedade de Ginástica de Porto Alegre) nos domingos de 1934 pela manhã cedo para ir à missa na Igreja S.João e encontrava escoteiros saindo das barracas, acendendo o fogo, fazendo café, assando lingüiça, correndo, jogando com muita alegria e entusiasmo.     &#8211; Pai posso?&#8230; Vamos!&#8230; E o pai me levou ao encontro com os Chefes.   E assim, ingressei nos escoteiros da SOGIPA como Lobinho.  Desde os 19 anos, assume como Chefe do Grupo Escoteiro da SOGIPA. Tinha a profissão de cirurgião dentista, mas fez também os cursos de técnico em contabilidade, bacharel em história natural, administração e pós-graduação em radiologia. Casou-se com Wilma Veit Schiefferdecker, teve três filhos: Sônia, Sérgio Augusto e  Suzana e, para sua grande alegria, cinco netos.</p>
<p>É o próprio Chefe Lino Augusto Schiefferdecker que nos conta o surgimento do Campo Escola hoje chamado de João Ribeiro dos Santos, em Viamão:  “Em 1957, nós queríamos ter um Campo Escola nosso. Encontramos um ex-escoteiro, Kurt Mentz que era amigo de Leonel Brizola, então prefeito, e agendou uma audiência. Brizola marcou, então, um encontro na parada 35 de Lomba do Sabão para vermos uma área para o Escotismo. Chamamos os guris que não tinham aula no sábado pela manhã e fizemos um acampamento no local. Quando o Brizola chegou à tarde, já tinha um mastro para ele hastear a bandeira. Naquela área é que foi fundado o Parque Saint Hilaire. Uma das nossas obrigações, como escoteiros, era a construção de telheiros para a população de Porto Alegre utilizar nos finais de semana.”   O Prefeito Leonel de Moura Brizola iria apoiar o Campo Escola com a construção de um conjunto de salas para reuniões e sessões de Cursos.</p>
<p>Em outubro de 1960 participa do 3º TTT &#8211; “Training the Team”- realizado no Parque Saint Hilaire, e colabora com a organização da 3ª Conferência da Equipe Internacional de  Adestramento do Hemisfério Ocidental, realizada no Grande Hotel de Canela e dirigida pelo Chefe de Gilwell Park, John Thurman, onde ocorreu uma das primeiras reuniões da Comissão Mundial de Adestramento.</p>
<p>Nesse mesmo ano, iniciam-se as campanhas financeiras e de materiais para a construção da nova sede do grupo. A inauguração ocorre dia 19 de janeiro de 1963, como parte das comemorações dos 50 anos do Grupo Escoteiro, com a presença do Governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola e altos dirigentes da UEB.  O Grupo passa então a denominar-se “Georg Black – 1913”.</p>
<p>Foi Comissário Regional da Associação Riograndense de Escoteiros, que deu lugar à Região Escoteira do Rio Grande do Sul da UEB. Membro ativo do 1º Grupo de Gilwell Park, com quatro contas, nos Ramos Escoteiro e Pioneiro, dirigiu dezenas de cursos de formação na Região Escoteira do Rio Grande do Sul e em outros Estados.</p>
<p>Foi fundador em 1958 do Rotary Clube Porto Alegre Nordeste, tendo sido seu Presidente, atuando de forma vibrante nas direções da SOGIPA -Sociedade de Ginástica Porto Alegre e do Cantegrill Club de Porto Alegre.</p>
<p>Aceitou ser Assistente, junto com sua esposa, do Clã de Pioneiros do Grupo Escoteiro Georg Black que era dirigido por um Mestre Pioneiro de 23 anos, Rubem Süffert, com quase a metade de sua idade, que em 11 de agosto de 1968 realiza sua primeira reunião com pioneiras, num total de 23 participantes. Foi a primeira experiência oficial de co-educação.  Lino e Wilma auxiliam na direção do Curso Preliminar Pioneiro no Brasil em julho de 1969, realizado no Parque Saint Hilaire, que foi o primeiro que teve a aplicação de técnicas mais atualizadas do que o Esquema de Gilwell e o também o primeiro com presença feminina sem ser do ramo lobinho.</p>
<p>Ainda em 1969, a chefia do Grupo e a direção do Clã realizaram um acantonamento em São Francisco de Paula, onde foram feitos contatos com o Prefeito e a Câmara de Vereadores para a doação de uma área de 10 hectares.  No ano seguinte começaram as campanhas financeiras que permitiram, em 20 de maio de 1973, como parte das comemorações dos 60 anos do Grupo, a inauguração de uma sede de 23 cômodos na serra, há uma construção feita depois para abrigar cursos a qual foi denominada  “Campo de Adestramento Dr. Lino Augusto Schiefferdecker”, onde já foram realizados muitas atividades escoteiras e vários Cursos.  Nessa área foram plantadas centenas de sementes, inclusive trazidas do exterior pelo Chefe Lino.</p>
<p>Em 1975, foi Chefe da Delegação Brasileira ao 14º Jamboree Mundial na Noruega. Nos anos de 1974 e 1975 foi Comissário Nacional de Escoteiros Seniores, de 1977 a 1982, Comissário Nacional de Radioamadorismo e de 1983 a 1991 Comissário Nacional de Antigos Escoteiros, participando com sua esposa em dezenas de Conselhos e Assembléias Nacionais, onde sempre foi um colaborador entusiasmado, assim como nas reuniões da CNOC – Comissão Nacional de Orientação e Coordenação.</p>
<p>Em 1977 participa da Conferência Mundial de Montreal, e em 1985 da Conferência Mundial de Munique, entre outros eventos mundiais e interamericanos.</p>
<p>Em 7 de dezembro de 1983 recebe a maior condecoração da UEB, o Tapir de Prata.</p>
<p>O Chefe Lino Augusto Schiefferdecker integrou de forma ativa a Comissão Nacional de seis membros, coordenada pelo Escoteiro-Chefe, que em 1984 e 1985 elaborou os “Fundamentos do Escotismo Brasileiro”, assim como colaborou com sua atualização no Seminário Nacional realizado em outubro de 1998, em Fortaleza.</p>
<p>Durante as últimas décadas coordenou, no mês de outubro, a reunião que o Grupo Escoteiro Georg Black realiza com seus antigos integrantes, denominados “Dinossauros”.</p>
<p>Em junho de 1987 é homenageado pela Câmara de Vereadores de Porto Alegre com o título de “Cidadão Emérito de Porto Alegre”.</p>
<p>Em outubro de 2000, foi designado pela 7ª Assembléia Nacional da UEB, em Guarapari, para a Comissão composta de cinco jovens e cinco adultos para apresentar a proposta da Rede Escoteira de Jovens Líderes.</p>
<p>Faleceu em 2 de março de 2004, deixando saudades, excelentes lembranças e a marca de uma personalidade escoteira vigorosa, alegre, otimista e íntegra, em todos aqueles que tiveram a chance e o privilégio de com ele conviver.  Recebeu uma bela homenagem da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, registrando toda a sua vida escoteira.</p>
<p>No 12º Congresso Escoteiro Nacional, realizado em Fortaleza, no último mês de abril de 2006 sua viúva, Wilma Veit Schiefferdecker recebeu da Direção Nacional da UEB a medalha “Velho Lobo” destinada pós morte a Lino.</p>
<p>Analisando sua profícua e dinâmica vida profissional, familiar e escoteira, podemos afirmar que o Chefe Lino, dia a dia conseguiu, com galhardia,“saltar os obstáculos” que a vida eventualmente lhe apresentou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Autor: Rubem Suffert. </em></strong></p>
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		<title>A nova competência: ética profissional é condição de empregabilidade</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 13:00:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Competência, que tanto buscamos, pode ser definida como a capacidade de entregar os resultados desejados com a menor utilização de recursos, incluindo, entre esses, o tempo. Possuir competência é a condição para competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo no mercado de trabalho. Já diziam, enfáticos, nossos avós: &#8220;Quem não tem competência não se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Competência, que tanto buscamos, pode ser definida como a  capacidade de entregar os resultados desejados com a menor utilização de  recursos, incluindo, entre esses, o tempo. Possuir competência é a condição  para competir, para manter-se no jogo dos negócios, vivo no mercado de  trabalho.</p>
<p>Já diziam, enfáticos, nossos avós: &#8220;Quem não tem competência  não se estabelece!&#8221;. Esse assunto ganhou status de método a partir dos  estudos de</p>
<p>David McClelland nos anos 70, e nas organizações adotou-se  universalmente a fórmula do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude), ou, como  preferem alguns, Saber, Poder e Querer. Considerando que essa equação é um  produto, se um dos três for nulo, o resultado final será competência zero. Mas  o tempo passa e os conceitos vão sendo aprimorados. Na competência 2.0 deste  século, o CHA vira CHAVE. E a chave da competência ampliada é o acréscimo de  duas letras, dois conceitos e duas preocupações.</p>
<p>O &#8220;V&#8221; representa Valores. Em uma sociedade que se diz  digna, preocupada com o social e responsável com o futuro, não temos como não  incluir uma lista de valores na análise da qualidade dos resultados alcançados.  De que adianta produzir sem sustentabilidade, competir sem ética e conquistar  sem moral?</p>
<p>Assim como atualmente dizemos que só será líder aquele que liderar  para o bem e só será competente aquele que produzir sem ferir a ética, o  interesse de todos. Um profissional competente sem valores deixa de ser competente.</p>
<p>E o &#8220;E&#8221; da CHAVE significa Entorno, o ambiente onde a  competência encontra as condições para ser exercida. Esse é o único elemento  que está mais fora do que dentro do indivíduo. O cirurgião não opera sem o  centro cirúrgico, sem a anestesia e o bisturi. O executivo precisa da  estratégia, dos recursos, da equipe.</p>
<p>Eis a grande responsabilidade das organizações: formar pessoas  competentes e fornecer-lhes o cenário para que atuem. Essa visão ampliada de  competência coloca ordem na casa do mundo moderno e abre espaço para a  construção de um futuro em que os resultados não serão obtidos a qualquer  custo. Só assim poderemos dizer aos nossos netos: &#8220;Quem não tem  competência não se enobrece!&#8221;.</p>
<p>De que adianta competir sem ética?</p>
<p>Eugenio Mussak atua como professor de conceituadas escolas de  Gestão no Brasil tais como FIA (USP), Fundação Dom Cabral (MG) e CENEX (RS),  mas formou-se originalmente em Medicina pela Universidade Federal do Paraná. É  membro do comitê de criação do Congresso Brasileiro de Recursos Humanos –  CONARH, desde 2006. É consultor da Sapiens Sapiens. Pertenceu ao Grupo  Escoteiro Jorge Frassati, de Curitiba/PR, na década de 1960.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Autor: Eugenio Mussak</strong></em></p>
<p><em>O texto foi publicado originalmente na Revista Você S/A de  setembro de 2009 e divulgado no site do CCME com autorização do autor.</em></p>
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		<title>Um Escoteiro no Caminho de Santiago</title>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 13:00:37 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[O livro narra as experiências vividas pelo autor na peregrinação a Santiago de Compostela, realizada em 2005. É dividido em 28 capítulos: 1) Tudo começa com o primeiro passo; 2) Neve e frio; 3) Sabadin sabadete; 4) Os templários estão chegando; 5) Independência ou morte; 6) A fonte de vinho; 7) A primeira grande puxada; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O<a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/05/um-escoteiro-no-caminho-de-santiago.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-126" title="um-escoteiro-no-caminho-de-santiago" src="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/05/um-escoteiro-no-caminho-de-santiago-195x300.jpg" alt="" width="195" height="300" /></a> livro narra as experiências vividas pelo autor na peregrinação a Santiago de Compostela, realizada em 2005. É dividido em 28 capítulos:</p>
<p>1) Tudo começa com o primeiro passo;<br />
2) Neve e frio;<br />
3) Sabadin sabadete;<br />
4) Os templários estão chegando;<br />
5) Independência ou morte;<br />
6) A fonte de vinho;<br />
7) A primeira grande puxada;<br />
8) A fuga das galinhas;<br />
9) Temporada de bolhas;<br />
10) Franco, el que tiene el culo blanco;<br />
11) A cidade de El Cid, o mercenário;<br />
12) O engraçadinho;<br />
13) Ninguém merece;<br />
14) Cemitério a vista;<br />
15) Nada de novo no front;<br />
16) A terra das rãs;<br />
17) Peregrinos de fim de semana;<br />
18) O hospedeiro tarado e as francesas seminuas;<br />
19) Desiderata;<br />
20) A procissão na trilha;<br />
21) Conhecendo Jesus Jato;<br />
22) Os pássaros o fazem melhor;<br />
23) Faltando só cem quilômetros;<br />
24) Festival de bosta;<br />
25) O engenheiro que quase virou picolé;<br />
26) A patrulha Santiago;<br />
27) A missa do peregrino;<br />
28) Comentários e dicas para futuros peregrinos.</p>
<p>Parte do prefácio diz: &#8220;Momentos maravilhosos e incríveis são experimentados por todo e qualquer peregrino, independentemente de sua motivação para percorrer esta longa jornada. Antonio Boulanger, com um relato cheio de humor e curiosidade, percebe aspectos inusitados do Caminho, que só a vivência escoteira poderia proporcionar. Um Escoteiro no caminho de Santiago &#8211; uma leitura agradável de suas memórias e aventuras, dos novos amigos que conquistou, e, principalmente, dos excelentes momentos que vivenciou nas trilhas do norte da Espanha.</p>
<p><strong>Autor:</strong> Antonio Boulanger<br />
<strong>Editora:</strong> Letra Capital<strong><br />
Ano:</strong> 2009</p>
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		<title>Benjamin Sodré</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 13:00:26 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
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		<description><![CDATA[Nasceu em 10/04/1892, em Mecejana, perto de Fortaleza &#8211; Ceará, e faleceu em 02/02/1982, no Rio de Janeiro. Filho de Lauro Sodré, e Theodora D’O de Almeida, ambos paraenses de Belém.  Foi esportista – um dos fundadores, jogador e presidente do Botafogo de Futebol e Regatas. Participou de vários jogos da seleção brasileira, conhecido como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>N<a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/05/benjamin-sodre.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-83" title="benjamin-sodre" src="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/05/benjamin-sodre-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a>asceu em 10/04/1892, em Mecejana, perto de Fortaleza &#8211;  Ceará, e faleceu em 02/02/1982, no Rio de Janeiro. Filho de Lauro Sodré, e  Theodora D’O de Almeida, ambos paraenses de Belém.  Foi esportista – um dos fundadores, jogador e  presidente do Botafogo de Futebol e Regatas. Participou de vários jogos da  seleção brasileira, conhecido como Mimi Sodré, “um jogador muito puro e de  futebol maravilhoso”.</p>
<p>Teve como profissão a Marinha de Guerra, exercendo funções  de destaque até o fim da carreira como Almirante de Esquadra. Ainda aluno da  Escola Naval, leu o livro de Baden Powel – Scouting for Boys, que muito o  impressionou, dado ser uma obra que visava ao problema da educação do  jovem.  Entusiasmado com o objetivo do Movimento  Escoteiro, abraçou os seus ensinamentos, e a ele se dedicou por toda a sua  vida, exercendo várias funções na UEB. Chefiou os seguintes grupos: 1º Grupo de  Escoteiros de Belém, Grupo de Paquetá, Grupo do Botafogo (2 fases) e Gaviões do  Mar (2 fases).  Dirigiu os primeiros  Cursos para Chefes da FBEM e da UEB, em vários Estados do  Brasil.</p>
<p>Em setembro de1925, publicou sob o pseudônimo de Velho Lobo o <strong>“Guia do Escoteiro” </strong>reconhecido como  um dos melhores e dos mais completos livros para os jovens escoteiros.  Foi Comissário Técnico da UEB (2 legislaturas);  membro do Conselho Nacional da UEB e do Conselho Regional RJ Comissário  Nacional dos Escoteiros do Mar – título vitalício; Presidente da FBEM – várias  legislaturas.</p>
<p>Determinado em sua luta pela educação dos jovens,  dividindo-se entre Marinha e Escotismo, escreveu em 12- 07-1923, em um de seus  livros de anotações:</p>
<p><em>“Desde que entreguei-me a este afã de trabalhar pelo  desenvolvimento do Escotismo no Brasil, nunca mais tive descanso. Quase não  tenho um momento para minha família. Os dias todos, até os domingos, a  escrever, a trabalhar. São reuniões, congressos, excursões, acampamentos, a  seguir sem interrupção. Às vezes quero parar. Sinto que me sacrifico, mal cuido  dos meus, de minha Zi, mal tenho tempo de uma olhadela furtiva nos três que  estão tão engraçados. É sempre a mesma obcecação: Escotismo! Escotismo! Muitas  vezes quero parar, mas não posso. Há uma força dentro de mim que me impele a  esse trabalho febril a que me entreguei; trabalho pequenino, de formiga, mas  que há de pesar nos destinos de nossa Pátria. E eu marcho para frente, sempre  com o mesmo ardor, sempre com a mesma fé nas conseqüências regeneradoras dessa  surpreendente escola.”</em></p>
<p>Além do Escotismo, dedicou-se também a outras instituições  ligadas à Educação e à Cultura. Foi Grão Mestre da Maçonaria, Presidente da  Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, do Cenáculo Fluminense, da  Associação de Ex-Alunos da Escola Superior de Guerra, e outras mais.  Recebeu significativas condecorações em todas  as áreas em que atuou. Como escoteiro, recebeu: Cruz de São Jorge, Medalha  Tiradentes, Tapir de Prata,  Conselheiro  Perpétuo &#8211; UEB  (11/05/76)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Autora: Dora Sodré, filha do Velho Lobo. </strong></em></p>
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		<title>Sarie Marais</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 13:00:36 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas pessoas afirmam que SARIE MARAIS era a canção favorita de B-P. Outros dizem que a preferência do Fundador era pela KUMBAYÁ. Opiniões à parte, não encontrei tal manifestação de B-P em nenhuma obra escoteira. Com relação a canções, o fato que conheço é que B-P incentivava o aprendizado de canções folclóricas nos fogos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas pessoas afirmam que SARIE MARAIS  era a canção favorita de B-P. Outros dizem que a preferência do Fundador era  pela KUMBAYÁ. Opiniões à parte, não encontrei tal manifestação de B-P em  nenhuma obra escoteira.</p>
<p>Com relação a canções, o fato que  conheço é que B-P incentivava o aprendizado de canções folclóricas nos fogos de  conselho. Provavelmente, ele cantou e ensinou a Sarie Marais nos fogos de  conselho realizados em Brownsea.</p>
<p>A canção Sarie Marais, também conhecida  como My Sarie Marais, é uma tradicional música folclórica sulafricana, criada  durante a Guerra dos Bôeres (não se sabe ao certo se durante a primeira, por  volta de 1880, ou a segunda, por volta de 1900, da qual B-P participou), ou  mesmo criada em uma e alterada na outra. A música foi apropriada da canção  Ellie Rhee, que data da época da Guerra Civil Norteamericana e a letra foi  traduzida para o africânder (língua falada pelos bôeres).</p>
<p>Em português, o título pronuncia-se da  seguinte forma: Mai Sari Marê.</p>
<p>A letra da canção, em língua inglesa,  começa assim: “Minha Sari Marais está longe do meu coração, mas eu espero vê-la  novamente. Ela morava perto do rio Mooi antes da guerra começar&#8230;” e o côro  diz “Oh leve-me de volta ao velho Transvaal, onde vive minha Sarie, entre os  campos de milho, próximo do espinheiro verde, lá vive minha Sarie Marais”. A  música continua falando da remoção forçada dos bôeres (homens, mulheres e  crianças) para os campos de concentração ingleses (sim! Foram os ingleses que inventaram  os campos de concentração&#8230;).</p>
<p>A canção foi adotada, em 1953, como a  marcha oficial dos Fuzileiros Reais do Reino Unido e é tocada após a marcha  regimental em ocasiões cerimoniais.</p>
<p>A Legião Estrangeira francesa também  toca esta música, numa versão francesa. É claro.</p>
<p>Podemos notar que, em nossa língua, a  letra da canção foi alterada. Até mesmo o sexo de Sarie Marais foi trocado. Ela  era uma mulher, e, em nossa língua, virou “velho amigo do passado”, ou seja,  homem&#8230;</p>
<p>Sara Johanna Adriana Maré, a musa da canção,  nasceu em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Uitenhage">Uitenhage</a>,  na Província do Cabo (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cape_Province">Cape Province</a>)  em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/May_10">10 de maio de </a><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/1840">1840</a>. Ela casou-se com  Louis Jacobus Nel em 1857, em  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pietermaritzburg">Pietermaritzburg</a>. Maré faleceu aos 37 anos de idade,  após dar a luz ao seu décimo-primeiro filho, e foi enterrada nas proximidades  da sua casa, na fazenda <em>Welgegund</em>, perto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stanger">Stanger</a>.</p>
<p>A letra que aprendi em meu curso da IM  dizia:</p>
<p>Oh Sarie Marais<br />
Velho amigo do passado,<br />
Em mim tua lembrança vive,<br />
Meu amor é mais forte que o vento e que  a luz<br />
Que podem deixar de existir&#8230;</p>
<p>Essa letra é bastante similar a de uma  das versões francesas da canção, que diz:</p>
<p>O Sarie Mares,  belle amie d’autrefois<br />
En moi tu  demeures vive.<br />
L’amour est  plus fort que la vie et que le vent<br />
Qui peut  arrêter son élan [tourment]&#8230;</p>
<p>Seja qual for a versão escolhida, a canção  é bela. Ela fala de amor a alguém e ao lugar em que se vive. Precisa mais?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>Autor: Antonio Boulanger U. Ribeiro</strong></em></p>
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		<title>João Ribeiro dos Santos</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 13:00:29 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Biografias]]></category>
		<category><![CDATA[Publicações]]></category>

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		<description><![CDATA[Nascido em 18 de junho de 1910, seu primeiro contato com o Escotismo foi por meio do Almanaque Tico-Tico quando era jovem, entretanto, sua mãe não autorizou sua participação e tudo ficou nos seus sonhos. João cresceu, tornou-se médico e também estudou Educação Física. Já estava com 29 anos quando foi convidado a participar como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nascido<a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/04/joao-ribeiro-dos-santos.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-89" title="joao-ribeiro-dos-santos" src="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/04/joao-ribeiro-dos-santos-239x300.jpg" alt="" width="239" height="300" /></a> em 18 de junho de 1910, seu primeiro contato com o Escotismo foi por meio do Almanaque Tico-Tico quando era jovem, entretanto, sua mãe não autorizou sua participação e tudo ficou nos seus sonhos.</p>
<p>João cresceu, tornou-se médico e também estudou Educação Física. Já estava com 29 anos quando foi convidado a participar como médico da Delegação Nacional Escoteira que partiria do Rio de Janeiro rumo aos estados do sul. Foi o início de uma paixão que durou 30 anos até sua morte em 19 de março de 1970 com 59 anos. Amava a natureza e formou-se Guia de Montanhismo pelo CERJ-Centro Excursionista Rio de Janeiro.</p>
<p>João Ribeiro dos Santos, o nosso Dr. João, era cativante com a sua alegria e conhecimento sobre quase todos os assuntos que se possa imaginar, daí sua conversa ser de interesse do Lobinho ao Pioneiro, envolvendo também os Chefes, os Pais e Membros da Comunidade.</p>
<p>O grande exemplo dado por ele ao longo de sua vida foi Servir.  Servir ao próximo, à Comunidade, ao País realizando ações desprendidas de interesse que não fosse atender ao próximo. Ele foi apaixonado pela juventude e pela vida. Ensinou aos jovens a associar aventura com responsabilidade, e, individualidade com coletividade.</p>
<p>Disciplinado e firme nos Princípios Escoteiros foi um exemplo, sendo também profundamente atualizado e integrado nos novos tempos sem, entretanto, perder os objetivos da missão escoteira.  Tinha muitas vezes tiradas espirituosas como esta que ocorreu num dia do ano de 1967 em que Diretores da cúpula da UEB questionavam os cabelos longos de quatro jovens escoteiros que apareciam numa foto de propaganda escoteira.   “Eu me preocupo com o que os jovens têm dentro da cabeça e não fora dela”.</p>
<p>Foi Chefe de Grupo da Associação Escoteira Guilhermina Guinle do Fluminense Futebol Clube, na Cidade do Rio de Janeiro, sendo nomeado para este cargo, em janeiro de 1942. Como havia percebido que a Tropa de Escoteiros tinha uma faixa etária muito longa (11 a 17 anos) e que os interesses dos jovens eram muito diversificados pela idade, estudou o assunto e verificou que na BSA, nos Estados Unidos, existia o Ramo Sênior para jovens de 15 a 18 anos, Dr. João solicitou à UEB a autorização para dirigir em 1945, a primeira Tropa Sênior do país no 1º GE Guilhermina Guinle, no Rio.  Devido ao sucesso alcançado o Ramo Sênior se expandiu por todo Brasil. A UEB instituiu, após sua morte, que o Dia do Sênior e Guia passasse a ser 18 de junho – dia do aniversário de João Ribeiro.</p>
<p>Dr. João ocupou muitos cargos na UEB dando sua contribuição criativa e serena para os problemas que inevitavelmente surgiam. Em 1950 fez parte da Comissão da UEB para elaborar seu Estatuto. Em 1953 apresenta a primeira tradução brasileira do texto inglês do P.O.R. Preparou junto com o Chefe Orestes Pero, a Memória da 4ª Conferência Escoteira Interamericana, em 1957, no Rio de Janeiro. Participou do 9º Jamboree Mundial e da Conferência Mundial na Inglaterra em 1957, nesta, como Chefe da Delegação Brasileira.</p>
<p>Foi Comissário Nacional de Adestramento, participando da 2ª Conferência do Hemisfério Ocidental da Equipe Internacional de Adestramento na Jamaica, em 1958, e da 3ª Conferência em Canela, RS, eventos dirigidos por John Turmann, Chefe de Campo de Gilwell Park.</p>
<p>Em 1961, na 5ª Conferência Escoteira Interamericana, na Venezuela, apresentou o tema <strong>“Os Dirigentes Adultos no Movimento Escoteiro”</strong> que foi publicado sob forma de livro em espanhol e português. Esse livro foi revolucionário em termos de seu excelente e objetivo conteúdo, propondo inclusive soluções para um dos mais sérios problemas do Escotismo – o seu financiamento, e é uma referência até hoje.</p>
<p>Em 1978, foi designado um dos três primeiros Adestradores Eméritos da UEB. Em sua homenagem, o Campo Escola Saint Hilaire em Porto Alegre, que foi sede de muitos eventos e cursos históricos do Escotismo gaúcho, brasileiro e interamericano foi denominado Campo Escola Dr. João Ribeiro dos Santos.</p>
<p>Foi Escoteiro Chefe de abril de 1962 a maio de 1965 tendo respondido pela Presidência da UEB no final de 1963. Foi também Comissário Nacional de Lobinhos e de Pioneiros, sendo que neste cargo incentivou a Coeducação, conseguindo que o 1º GE/RS Georg Black tivesse autorização para receber moças como Pioneiras, o que ocorreu em 11/08/1968. Nomeado, em 1967, Diretor de Publicações da UEB e Redator Chefe da revista “Sempre Alerta”, fez traduções de vários livros tais como a série “Opiniões de Delta”, “Outras Atividades de Patrulha”, “A Evolução do Conceito de Liderança”, “Novos Métodos Escoteiros na França”. Foi um período de farta literatura escoteira.  É importante lembrar que foi o Dr. João quem emprestou dinheiro à UEB para comprar uma impressora de segunda mão para reproduzir todos os novos livros. Após sua morte, a UEB quis ressarcir à família de JRS pelo empréstimo, mas a mesma não aceitou, fazendo do seu valor uma doação à UEB.</p>
<p>Dr. João tinha o dom de criar letras escoteiras para canções e hinos populares, assim como também compor música sem saber teoria musical. Valia-se de amigos como Zalex Suffert e Margarida Quintão, esposa de seu grande amigo e membro do Escotismo Walter Quintão.</p>
<p>Eis algumas dessas letras: <strong> “Fraternidade”</strong> &#8211; Hino do 1º GE/RJ ”(um  primor de letra que revela a grande aventura e desafio de ser escoteiro.  Música: Trevo de Quatro Folhas),“<strong>Panelas</strong>”, <strong>Canção do Lobinho 1</strong> (música: Cisne  Branco), <strong>Canção do Lobinho 2</strong> (música: Canção do Soldado), <strong>7  Escoteiros Fantasmas</strong> (música: Marcha Fúnebre de Chopin). Letras e Músicas  de sua criação: <strong>II Ajuri Nacional</strong> (a  mais conhecida), <strong>Canção do Sênior</strong>,<strong> Jamboree Panamericano</strong>, <strong>Temos 15, 16, 17 anos</strong>, <strong>Canção do Preguiçoso</strong>, <strong>Dá-nos Fogo</strong>.<strong> </strong></p>
<p>João Ribeiro foi aluno do primeiro Curso da Insígnia de Madeira no Brasil, em 1949, sendo o quarto brasileiro a receber a IM (Ramo Escoteiro); posteriormente, conquistou também a IM do Ramo Lobinho. Cursou o 1º TTT realizado no Brasil, foi ADCC e foi DCC ( Deputado Chefe de Campo)  em 1957, e  AKL ( Akelá Líder). JRS dirigiu inúmeros cursos pioneiros no Brasil, como, por exemplo, os primeiros CAPs para Chefes de Grupo, para Comissários e para Chefes de Sêniores.</p>
<p>Recebeu as seguintes Condecorações Escoteiras: Medalhas: Bons Serviços Bronze e Prata, Tiradentes, Cruz de São Jorge, Gratidão Ouro e Tapir de Prata.</p>
<p>Seu primeiro Grupo – 1º GE Guilhermina Guinle, no Rio, desde sua morte adotou o seu nome tornando-se 1º GE/RJ João Ribeiro dos Santos como lembrança desse grande escoteiro, grande amigo e grande cidadão.</p>
<p>Impossível não esquecer a obra de João Ribeiro dos Santos que ultrapassou o 1º Grupo Escoteiro RJ, a Região do Rio de Janeiro, o Brasil e chegou a vários outros países sendo lembrado por todos mesmo depois de ter voltado ao ponto de reunião.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Autores: Rubem Suffert, Luiz Paulo Carneiro Maia e Pedro Wilson Leitão Filho</em></strong><em><br />
Pessoas que conviveram, respeitaram e amaram esse grande amigo.<br />
Revisada e complementada por Antonio Boulanger U. Ribeiro. </em></p>
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		<title>Cartas aos Chefes</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 13:00:39 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas de livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Este livro é, na realidade, o enfeixamento de uma série de cartas dirigidas aos neo Chefes Escoteiros quando da participação destes nos Curso para Chefes Escoteiros da Federação Paulista de Escoteiros. Seu autor foi, sem dúvida alguma, um dos melhores intérpretes de toda a filosofia e objetivos traçados pelo fundador Lorde Baden-Powell. A conduta de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este<a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/03/cartas-aos-chefes.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-128" title="cartas-aos-chefes" src="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/03/cartas-aos-chefes-207x300.jpg" alt="" width="207" height="300" /></a> livro é, na realidade, o enfeixamento de uma série de cartas dirigidas aos neo Chefes Escoteiros quando da  participação destes nos Curso para Chefes Escoteiros  da Federação Paulista de Escoteiros.</p>
<p>Seu autor  foi, sem dúvida alguma, um dos melhores intérpretes de toda a  filosofia e  objetivos traçados  pelo fundador Lorde Baden-Powell.</p>
<p>A conduta de José Spina nas coisas do escotismo bandeirante foi o instrumento de  balizamento para que  se chegasse a um estágio  muito  elevado da prática do movimento tanto nos aspectos de sua participação  individual como  chefe de tropa escoteira e, também de grande importância, como  Diretor da Escola de Chefes referida.</p>
<p>Sua vivência diária do  verdadeiro espírito escoteiro  o referenciou como esteio da prática de um  escotismo  leal aos princípios e, especialmente, como um sistema educacional  que teve a responsabilidade de  ajudar de forma muito importante a formação de  algumas  centenas de jovens, bem como incutir nos seus alunos a real finalidade do movimento para que  eles fossem instrumentos e vetores dessa escola de cidadania e de formação para a vida que é o escotismo</p>
<p>José Spina  paulistano do tradicional bairro do Brás iniciou suas atividades escoteiras em 1922 na Igreja  de Santo Antonio, no bairro de Pari na capital paulista dentro da entidade  que  congregava os escoteiros católicos.<br />
Em 1923 vamos encontrá-lo juntamente  com Rodolfo Malampré  criando a Boy Scouts Paulista, entidade  que  tinha como escopo retornar aos caminhos do escotismo  pregados pelo fundador uma vez que o escotismo no estado havia  tomado outros rumos abandonando  a  atenção individual ao jovem e partira para o que  se chamava de movimento de grandes  massas.</p>
<p>Os resultados desse período  eram avaliados muito mais pelos número de jovens envolvidos do que pelo o  que de bom  o escotismo havia inculcado neles.</p>
<p>Menos  de uma  década após a fundação da Boy Scouts Paulista, irrompe em São Paulo um movimento  revolucionário  conhecido  como a Revolução Constitucionalista de 32.</p>
<p>A B S P não ficou alheia ao fato; seus  escoteiros  foram engajados nos serviços auxiliares  que a  cidade necessitava atuando no Correio como estafetas, em locais de preparo de matérias e os “Rovers” (Pioneiros)  foram  arregimentadas sob a supervisão de José Spina, Leo Ribeiro de Moraes. João Mós e muitos outros para prestarem serviços junto aos hospitais na frente de batalha.</p>
<p>Foi a forma  prática de  colocar ativamente o artigo da Promessa Escoteira que diz; <em><strong>“ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião”</strong></em>:</p>
<p>José Spina faleceu na cidade de São Paulo, no ano de 1995 , tendo vivido, escoteiramente, cinquenta  e três anos.</p>
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		<title>Meditação de uma Esposa</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Mar 2009 13:00:14 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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		<description><![CDATA[Esposa de Chefes Escoteiros? Somos todas nós, desde a esposa do Diretor Presidente a todas as esposas de Escotistas e Dirigentes. Esposas formadas em Odontologia, Medicina, Advocacia, Administração, Psicologia&#8230; e até as que não fizeram curso universitário, mas têm o Curso Superior da Vida, para qual é preciso muita dedicação, inteligência e ponderação. Começaram as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esposa de Chefes  Escoteiros?</p>
<p>Somos todas nós, desde a esposa do Diretor Presidente  a todas as esposas de Escotistas e Dirigentes.</p>
<p>Esposas formadas em Odontologia, Medicina, Advocacia,  Administração, Psicologia&#8230; e até as que não fizeram curso universitário, mas  têm o Curso Superior da Vida, para qual é preciso muita dedicação, inteligência  e ponderação.</p>
<p>Começaram as atividades escoteiras! Uma loucura!  Escotistas dando de si durante todas as reuniões, sem  vários “fins de semana”&#8230; O tempo é  insuficiente para trocar idéias e os minutos são poucos para falar das contas,  problemas, projetos&#8230; um beijo e até logo&#8230;.outra reunião!</p>
<p>-“Feliz acampamento! Boas atividades! Até à volta! Vão  com Deus!”</p>
<p>É a repetição de uma rotina durante os fins de semana!</p>
<p>O que podemos fazer para o lar continuar sólido e para  que o amor que nos uniu uma vez em matrimônio, não se deteriore durante tantas  atividades ?</p>
<p>Nem todas nós pertencemos diretamente a esse Movimento  maravilhoso, na maioria das vezes até para dar condições e suporte para aos  nossos entes queridos, participarem.</p>
<p>De repente, com tantas reuniões e viagens do  companheiro &#8211; repleto de vida e idealismo &#8211; todas nós sentimos algo em comum&#8230;  um pouco de solidão. Uma certa angústia que, sorrateiramente e leve como uma  pluma, vai tomando conta dos nossos corações&#8230; E, na calada da noite,  esperando pelo seu regresso, olhando para dentro de nossa alma, descobrimos,  junto a essa sensação de solidão, a preocupação com sua saúde, sua segurança,  com os jovens sob sua responsabilidade e, principalmente, com o resultado de  seu trabalho, que queremos que seja vitorioso!</p>
<p>O envolvimento deles, às vezes, é tão grande que  parece que somos esquecidas&#8230; Mas só parece, pois aí entra a nossa fibra, na qual  eles depositam total confiança! Eles sabem que somos suporte, o arrimo e também  o timoneiro que, com mãos firmes, dirige o leme, levando o barco para o porto  seguro onde está todo o nosso amor, nossa família e o futuro dos nossos jovens!</p>
<p>Por isso, esposas e mães, não podem deixar de apóiá-lo.  Temos que mostrar a nossa inteligência, a famosa intuição feminina que, agindo  suavemente,  cumpriremos as tarefas que  nos cabem.</p>
<p>Precisamos ser a amiga, cúmplice, a esposa e a mãe,  para que, quando chegarem cansados da atividade, possam encontrar nosso carinho  e sentir em nós a sua grande companheira, embora também cansada da luta diária.</p>
<p>A verdadeira parceira de nossos ideais!</p>
<p>Queremos nossos filhos participando com outros jovens  em um ambiente sadio, no qual crescerão fortes e retos, livres de perigos tão  próximos, responsáveis pelo desmoronamento de tantas famílias&#8230;</p>
<p>Que maior tranqüilidade teremos, sabendo que o nosso  próprio esposo está ajudando a proporcionar esse ambiente ?</p>
<p>Afinal, também queremos deixar para os nossos filhos  um mundo melhor!</p>
<p>O que se propuseram fazer pela juventude será um  grande sucesso, pois sabem que contarão com o respaldo das suas esposas,  “mulheres maravilhosas” !</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Autor: Elmer S. Pessoa – DCIM</em><br />
</strong><em>55º Morvan – Santos/SP</em><br />
<em> 1990</em></p>
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		<title>Jarbas Pinto Ribeiro</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 13:00:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Jarbas Pinto Ribeiro, nascido em Icaraí, Niterói, RJ, em 24 de agosto de 1915, é o terceiro filho de Augusto da Mesquita Ribeiro, escriturário da  Companhia Cantareira, e de Gabriela Nogueira Pinto Ribeiro. Seus irmãos, pela ordem receberam os nomes de Ayrton, Maria de Lourdes, Rosaura (falecida aos dois anos de idade) e Augusto. Seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jarbas<a href="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/01/jarbas-pinto-ribeiro.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-92" title="jarbas-pinto-ribeiro" src="http://www.ccme.org.br/wp-content/uploads/2009/01/jarbas-pinto-ribeiro-173x300.jpg" alt="" width="173" height="300" /></a> Pinto Ribeiro, nascido em Icaraí, Niterói, RJ, em 24 de agosto de 1915, é o  terceiro filho de Augusto da Mesquita Ribeiro, escriturário da  Companhia Cantareira, e de Gabriela Nogueira  Pinto Ribeiro. Seus irmãos, pela ordem receberam os nomes de Ayrton, Maria de  Lourdes, Rosaura (falecida aos dois anos de idade) e Augusto. Seus primeiros estudos  (alfabetização e 1ª série) foram realizados na Escola Mista de Icaraí, no Grupo  Escolar Arthur Bernardes, também conhecida   na época como “ Escola ao Ar Livre”, onde cursou da 2º a 5º série. Em  seguida, foi cursar o ginasial no Colégio Bittencourt Silva, um dos melhores de  Niterói, onde permaneceu até 1934. Em 1936 e 1937 prestou exames para ingresso  na Escola Militar, não obtendo resultado no exame de saúde, que era bastante  rigoroso face ao grande número de candidatos à Escola.</p>
<p>No que concerne a sua vida  profissional Jarbas trabalhou como desenhista, de 1936 a 1939, na Seção  Técnica de Engenharia da Cia.Cantareira, convidado pelo Engº. João Porto. Em  1939, saiu da Cantareira e foi trabalhar como desenhista na construção do  edifício central do IVB, o resto era ainda barracão. Em 1942, a convite de Engº  Álvaro Vital Brazil (filho do ilustre cientista Vital Brazil), transferiu-se  para o escritório de Arquitetura do mesmo. Posteriormente foi oferecida a ele e  a outro membro da equipe sociedade no escritório, que perdurou até  1973 quando Dr. Álvaro se aposentou. Jarbas  ainda continuou prestando serviços ao mesmo.</p>
<p>Jarbas ingressou no Movimento  Escoteiro em maio 1926, com 11 anos de idade, sendo um dos primeiros membros do  Grupo Escoteiro Arthur Bernardes, que funcionava na  Escola em que estudava e era  chefiado pelo Chefe Abdon de Oliveira  com apoio do também chefe Benevenutto Cellini.  Com o falecimento deste último o Grupo trocou de nome passando a se chamar  Grupo de Escoteiros Benevenutto Cellini. No escotismo, ele conquistou a 1ª e 2ª  classe, bem como inúmeras especialidades, foi monitor da patrulha das  Andorinhas e Guia de Tropa e, em 1942, assumiu a chefia de  seu Grupo.</p>
<p>Incontáveis foram as atividades das  quais participou. Destaca-se o seu primeiro acampamento, que foi realizado em  Paquetá com o Grupo utilizando material emprestado pelo 19º Grupo Escoteiro de  Paquetá. Neste acampamento Jarbas recebeu o seu “batismo” escoteiro com o nome  Quati e tendo como padrinho o Velho Lobo – Benjamin Sodré.</p>
<p>Ao longo de sua vida  escoteira, Jarbas exerceu inúmeras funções e participou de muitas atividades e  cursos escoteiros, tais como o  de Chefe de Escoteiros do Mar, promovido pela Escola Nacional de Chefes de  Escoteiros do Mar da Federação Brasileira de Escoteiros do Mar, Curso Deveres  para com Deus, Curso de Adestramento Básico para chefes Escoteiros, Curso de  Adestramento Básico para Chefes Sênior, Curso de Adestramento Básico para  Chefes de Grupo, parte 2 do Curso de Insígnia da Madeira para Chefes Escoteiros,  Curso da Insígnia da Madeira para Executivos (incompleto).</p>
<p>Sua habilidade com nós, voltas e artes marinheiras em geral é  famosa e muita gente boa foi sua aluna por ocasião dos cursos e ajuris  regionais e nacionais de escoteiros do mar.</p>
<p>Com grande experiência, dedicação e  crença no escotismo durante todos estes anos, Jarbas Pinto Ribeiro foi  agraciado com a Medalha de São Jorge &#8211; Prata; Medalha de Tiradentes; Medalha de  Bons Serviços Ouro com seis Barras e a Medalha Velho Lobo.</p>
<p>Jarbas esteve no Movimento Escoteiro  de 1926 a  1959 quando teve necessidade de se ausentar. Em 1969 volta, reassumindo a  chefia do G.E.M. Benevenutto Cellini.</p>
<p>Por muitos e longos anos Jarbas jamais  se furtou a servir o “Movimento Escoteiro”, pois é possuído de elevado  “Espírito Escoteiro” acredita nesse magnífico movimento de educação e é até  hoje um grande exemplo para todos nós que com ele convivemos.</p>
<p>Em 6 de dezembro de 2008, na sede do  seu Grupo, o 7°RJ G.E do Mar Benevenuto Cellini, na presença de inúmeros amigos  e admiradores, Jarbas recebeu a condecoração maior da UEB, o Tapir de Prata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Autores: Maria Pérola Sodré e Antonio Boulanger Uchoa Ribeiro</em></strong></p>
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